O Passarinho Verde

Era uma vez um rei que andava passeando a cavalo e passou por uma casa onde estavam três raparigas à janela. E então uma delas disse assim:

— Olha além vai o rei! Se eu casasse com o rei, fazia-lhe uma bonita camisa.

E a outra disse-lhe assim:

— Se eu casasse com o rei, ele havia de ser o homem mais feliz do mundo.

E a última disse:

— Se eu casasse com o rei tinha um menino e uma menina com uma estrela de

ouro na testa.

O rei ouviu isto, voltou para trás e disse:

— Então das três qual foi a que me disse que, se casasse comigo que tinha um menino e uma menina com a estrela de ouro na testa?

— Ah! Fui eu.

— Olha então anda cá! Vais-te casar comigo!

Casou... casaram. E levou as outras irmãs também para o castelo. E elas eram criadas da casa. Mas claro, ficaram com um grande ciúme de ver que o rei tinha escolhido aquela p’ra esposa dele. Então começaram logo a pensar, se realmente ela tivesse essas duas crianças com a estrela de ouro na testa, começaram logo a pensar o que é que haviam de fazer aos miúdos.

Bem, o tempo passou. Chegou a altura em que realmente, a senhora teve os dois meninos, um menino e uma menina com a estrela de ouro na testa. O rei não estava ali, tinha ido fazer uma viagem e quando voltou ele quis saber novidades, e elas disseram-lhe:

— Olhe, saiba vossa majestade que ela teve dois bichos e nós mandámos enterrar os bichos.

Ele ficou furioso. E então disse:

— Bom, então vocês... eu não quero essa mulher cá em casa! Vocês, olha,... vão enterrar essa mulher! Enterrem-na ali debaixo daquela escada onde se passa e depois nós cuspimo-[lhe] para cima. Toda a gente que passar ali pela escada tem que lhe cuspir p’ra cima!

Bem, elas assim fizeram. Entretanto as duas crianças, elas tinham-nas tirado de casa e entregue a uma pessoa para cuidar deles, longe de casa. Mas, estavam sempre a saber notícias das crianças.

Entretanto, foram criando os miúdos. Os meninos foram crescendo e realmente eles tinham uma estrela de ouro na testa. E essa pessoa, que tratava deles, teve o cuidado de fazer um barrete para lhe enfiar na cabeça e tapar-lhe a testa para não se ver a estrela. Eram umas crianças diferentes das outras...

Bem, cresceram... eles andavam por ali... a brincar... e um belo dia, o rei foi à caça e viu aquelas duas crianças a brincar... os meninos, eles os dois, um menino e uma menina vieram ao pé do rei e fizeram-lhe uma vénia e beijaram-lhe na mão. Ele ficou muito encantado com aquelas crianças, achou-os muito educados.

Bom, foi para casa e ao jantar disse... , disse às duas cunhadas, que eram quem o serviam à mesa:

— Fui dar um passeio e encontrei um casalinho, um menino e uma menina, irmãos, a passearem ali no bosque. Mas que lindas crianças! Fiquei encantado neles! Muito bem criados! Mas quem serão os pais daquelas crianças?

Bom, elas as duas ficaram logo todas muito aflitas e desconfiadas.

Nessa noite foram logo à casa da mulher que tratava deles e contaram-lhe o sucedido. E ela disse:

— Ai pois, eles foram dar ali um passeiozinho, mas eles (iam) levavam a testa tapada, levavam o barrete. Eles já sabem que não podem sair sem o barrete na cabeça!

E elas lá lhe pediram:

— Ai veja lá! Tome conta desses moços, dessas crianças, ou mandar matar ou qualquer coisa... isto agora vai dar muito mau resultado! Se ele chega a saber disto... e veja lá.

Bem, entretanto a velha disse:

— Bom, deixa estar, deixa estar que eu vou, vou tratar qualquer coisa, vou ver o que é que eu consigo fazer.

E então o que é que ela fez? Mandou fazer uns bolinhos e tal, com veneno, e combinou com uma outra velhota a ir visitá-los, a dizer que era a avózinha e que ia vê-los e levava ali uma lembrança — que eram os bolinhos. Mas os bolos tinham veneno.

Bem, na parte da tarde, apareceu aquela mulherzinha, vestida com umas saias compridas e tal, e lá foi vê-los. Bateu à porta...

— Ai, é aqui que moram os meus netinhos? – disse ela.

E eles ficaram assim muito, assim muito preocupados:

— Ah, mas a gente não... não temos avó?!

— Têm sim meus netinhos! Eu não sabia o que era feito de vocês... agora soube que vocês estavam aqui... a avózinha agora daqui para diante vem visitá-los. E, olha! Trago aqui uns bolinhos para vocês comerem.

Bem, beijou os miúdos e tal, e foi-se embora.

Mas o miúdo era muito esperto e, e disse assim para a irmã:

— Não, a gente não come os bolos! Sabes lá? Não, deixa lá experimentar. Olha lá, vai lá dar um ali à galinha!

Foi dar o bolo à galinha. A galinha morreu. Ficaram a olhar um para o outro:

— Ah! Então isto é veneno?! Então isto era para matar a gente!!! Não, não, a gente não pode comer estes bolos!

Deitaram-nos fora. E combinaram que quando ela viesse à outra vez recebiam-na do melhor e não tocavam no assunto. Diziam que tinham comido os bolinhos e pronto! Tudo bem.

Acontece que o rei deu outro passeio p’lo bosque e encontrou outra vez os miúdos. E lá fizeram o mesmo. Eles foram cumprimentar o rei, fizeram a mesma coisa, beijaram-no na mão. O rei começou a falar ali com eles. O rei andava à caça... e convidou os miúdos a irem com ele. Eles com muito medo e tal, já desconfiados... no entanto foram, aquilo era perto ali de casa e foram com o rei. Deram ali uma voltinha e pronto, o rei despediu-se deles e foi-se embora.

Os meninos vieram p’ra casa muito bem, e [faziam perguntas um ao outro]:

— Mas quem será, quem será este homem? Isto é um rei, na maneira como ele vem vestido.

E perguntaram à pessoa que tratava deles, à mulher. A mulher disse que não sabia.

— Olha eu não sei! Mas vocês tomem muito cuidado! Não se afastem daqui de casa, porque vocês têm muitos inimigos, e nunca tirem o barrete da cabeça!

Bem, o rei foi, chegou a casa entretanto. Foi à hora do jantar e novamente a falar [d]os miúdos:

— Ai, eu estou encantado naquelas crianças! Aquelas crianças realmente deixam-me muito admirado: [a forma] como eles me cumprimentam e como eles se despedem depois... eu qualquer dia vou convidá-los a vir jantar.

Bem, as cunhadas ouviram aquilo, filha, lá na noite, lá foram elas outra vez à tal velha bruxa, ver o que é que se podia fazer. E foram, disseram:

— Ah, você levou os bolos, mas não serviu de nada! Afinal, o rei já ‘teve outra vez com eles e já os cumprimentou e ‘tá encantado; agora até disse que qualquer dia os convida a vir jantar. Veja lá o que é que você vai fazer! Isto vai ser a nossa desgraça, e o que será feito de nós? e.t.c.

— Não, deixa estar, deixa estar – disse a velha – eu tenho aqui outra, que esta..., esta é que vai acabar com eles!

Bem, a velha lá se preparou, e] no outro dia foi outra vez fazer visita aos miúdos. Fez a visita. É a avozinha, é a avozinha... eles pronto, beijaram, faz de conta que era a avózinha, eles não estavam assim muito crentes que fosse a avó, claro, mas não disseram nada. E ela disse:

— Ai meus meninos, então, vocês comeram os bolinhos? Os bolinhos eram bons?

— Eram, eram bons sim.

— Ai meninos vocês vivem aqui e falta aqui uma coisa na casa de vocês. Olha, há um lugar assim, assim, uma fonte que se vocês fossem capazes de ir lá, vocês traziam um copo d’água e olha esse copo d’água dança aqui em casa e fala com vocês. Diz muita coisa! mas olha, quando fores vê lá, tem cuidado, hás de subir uma parede, assim, assim...

E lá lhe disse. De maneira que os miúdos ouviram aquilo com muita atenção e ela depois despediu-se, foi-se embora. E, começa a miúda a dizer p’ró irmão:

— Não, não vais lá! Já viste o que ela na outra vez, o que ela quis fazer! E agora?... não!

Mas claro, eram crianças e era uma tentação ver um copo d’água a dançar. Tanto, tanto, até que o miúdo diz:

— Não, eu vou, eu vou. Então, deixa lá.

E lá caminharam os dois em direcção à tal fonte e, e entretanto no caminho encontraram uma velhinha muito bonita – dizem que a velhinha era Nossa Senhora – e então a velhinha disse:

— Então meus meninos, p’ra onde é que vocês vão?

— Olhe, vamos buscar um copo d’água que dança. E, é numa fonte assim, assim. Disseram-me que era muito perigoso, mas eu gostava tanto de ter em casa o copo d’água!

E então a velhinha disse:

— Olha menino, tu vais, mas toma cuidado! Esse copo d’água vai dizer-te muita coisa que vocês não sabem, mas se tu não tens cuidado, tu ficas lá, nunca mais voltas!

Bem, ele tomou muita atenção ao que a velhinha lhe disse. Ele tinha que se despir, [ficar] nu, e tinha que pular aquela árvore e depois, no fundo, ele olhava para baixo e via a fonte. E depois tinha que descer. Mas, entretanto, ia ouvir muitas vozes a dizer “Ele vai nu! Ele vai nu! Ele não tem juízo! Ele não tem vergonha!”. Ouvir muitas coisas; mas nunca voltasse a cabeça para trás! Nunca olhasse para trás! Fosse buscar o copo d’água e depois voltava outra vez para o mesmo lugar onde tinha deixado a roupa, vestia-se e vinha com o copo d’água.

E assim fez. O miúdo foi, a irmã ficou ao pé da roupa que ele despiu. [Ele foi] e fez tal e qual o que a velhinha lhe disse e trouxe o copo d’água. Estavam encantados!

Pronto. Depois, claro, vestiu-se e vieram para casa.

Ora, bom, o copo começa a falar, começa a dizer que aquele rei era o pai deles e que tomassem muito juízo porque havia uma velha que os queria matar. “Tomem muito cuidado! E o copo dizia muita coisa, muita coisa. Eles estavam muito admirados com aquilo tudo”.

Bem, entretanto eles estavam à espera, novamente, da visita da tal velha. Entretanto, os miúdos, os dois irmãos, iam dar o seu passeiozinho ao bosque e encontraram o rei. Houve outra vez uma conversa muito simpática e o rei disse:

Olha, eu um dia convido vocês para irem jantar à minha casa.

— Tá bem. Eles [disseram que] sim, quando o rei dissesse o dia, eles iam.

Acabou o passeio do rei e eles vieram p’ra casa. Despediram-se da mesma maneira e chegaram a casa e o copo d’água falava, dizia muita coisa e eles ouviam com muita atenção.

Entretanto o rei chegou a casa e disse outra vez a mesma conversa às cunhadas. As cunhadas ficaram decepcionadas, já tinham poucas esperanças que ela realmente matasse os miúdos. Então, lá foram outra vez a correr: “ ai, porque você não faz nada; porque você disse que fazia; e porque nós já lhe demos tanto dinheiro e já não podemos dar mais; e porque isto está mesmo, mesmo, mesmo a adivinhar-se o que vai acontecer.” E a velha ficou realmente muito admirada do miúdo não ficar lá na fonte. Ela já tinha feito aquilo precisamente com essa ideia.

No entanto, pronto, a velha lá foi. Foi de manhã e disse-lhes a eles:

— Ah meus netinhos! Eu venho ver vocês outra vez! Estou muito encantada com vocês! São muito bonitos. Vês, tens o copo d’água!

Mas o copo d’água quando viu a velha calou-se, não disse nada.

— E vês o copo d’água, que bonito que é! Até a casa parece outra! Isto dá uma grande alegria. Agora falta outra coisa mais bonita, que é um Passarinho Verde, muito bonito, que há em tal parte assim, assim. Lá lhe ensinou onde é que era.

— Vai buscá-lo! Vai, vai que tu vais ver , vais ficar encantado!

Bem, lá se despediu outra vez. Pronto. Eles não puseram a velha na rua, nada, só ouviam, só ouviam e pronto. E [as crianças] tiveram a tentação de ir buscar o Passarinho Verde. No outro dia lá se preparam e foram. A velha não [os] avisou, não disse nada [d]os perigos que eles iam passar. Mas lá encontraram no caminho a mesma velhinha e então lá cumprimentou a velhinha. E a velhinha também disse:

— Ai meus meninos! Eu sei para onde vocês vão, mas olha que tu podes não voltar. Vê lá!

E ele disse:

— Vamos buscar um Passarinho Verde, que diz que é muito bonito, e diz toda a verdade! E a gente gosta de saber, nós não temos ninguém com quem conversar... não nos dizem nada!

E a velhinha disse-lhe:

— Pois está bem. Olha tu vais, mas toma muito cuidado! Faz da mesma maneira como fizeste com o copo d’água. Mas vais ouvir muito mais vozes atrás de ti, não olhes p’ra trás, porque não está ninguém, só ouves as vozes. E tu vai, e vê se apanhas o Passarinho! Olha que se não apanhas o passarinho desapareces.

E assim foi. Foi chegou lá ao cimo da árvore, nu, deixou a roupa cá em baixo, deixou a irmã ao pé, e subiu à árvore viu o passarinho que era lindo, lindo, vai jogar-lhe a mão e o passarinho escapou-se! ele ficou com duas penas na mão. Duas ou três penas e desaparece o menino. Caíram as penas ao pé da roupa dele e a irmã começa a chorar. Viu-se sozinha, sem o irmão, olhou as penas, chamou, chamou mas nada. [O irmão] desapareceu. Pegou na roupa do menino, do irmão, e nas penas do passarinho e veio chorando pelo caminho. E encontrou a mesma velhinha e lá lhe contou o sucedido. E ela disse:

— Pois é, eu sabia que ia acontecer isso. Olha não chores, que o teu irmão vai aparecer. Tu vais fazer o que ele fez: vais-te despir, [ficar] nua, e não olhes para trás! Vais ouvir muitas vozes, mas não ligues às vozes. Pegas nessas penas, e escreves na pedra onde tu pões o pé o nome de Maria e Manuel e depois sobes à árvore e lá ‘tá o passarinho. Vai muito devagarinho e vê se o consegues apanhar! Depois aparece-te o teu irmão.

E assim foi, a menina fez tudo quanto a velhinha lhe disse e realmente ela conseguiu apanhar o passarinho e aparece o irmão. Quando ela voltou para se vestir, vê o irmão. Foi uma alegria tão grande, tão grande... [que] choravam os dois de alegria. Trouxeram o passarinho e vieram para casa.

Ah bom, o passarinho começa a contar a história toda. Conta tudo, tudo, tudo. Que havia a velhota que vinha levar os bolos e que lhe falava no copo d’água e no passarinho; [isso] era p’ra ele desaparecer, era p’ra eles morrerem, para eles, pronto, desaparecerem mesmo, não existirem mais. E quem fazia tudo aquilo era[m] duas tias deles, e eles que tomassem muito cuidado porque ela [a velha] podia ainda arranjar outra invenção. E que o rei ia convidá-los para jantar e vocês aceitem o jantar do rei. Mas, quando vocês passarem uma escada, vocês vão ver uma mulher metade enterrada e metade do corpo da cintura para cima ela está viva, da cintura para baixo está enterrada, há muitos anos, desde que vocês nasceram. E, portanto, o rei vai dizer que cuspam para cima dela, mas vocês não cospem, porque essa mulher é a mãe de vocês. E vocês antes de irem p’ró jantar dizem ao rei que dali não vão sem levar aquela mulher para a mesa. Claro, o rei vai fazer um grande, um grande sarrabulho porque há anos que ela está ali enterrada e ela deve ‘tar podre dali da cintura para baixo.. Mas vocês insistem que não vão para a mesa sem aquela mulher. E depois no fim, tu tiras o Passarinho Verde da algibeira e pões em cima da mesa.

E assim foi, no outro dia, o rei foi novamente à caça e já tinha prevenido as cunhadas que iam lá jantar aqueles meninos. Tinha-lhes dito:

— É hoje que eu trago aquelas duas crianças aqui a jantar.

Mas elas estavam convencidas que eles tinham já desaparecido; com a história do passarinho que aquilo ninguém conseguia apanhar aquele passarinho.

Entretanto, eles vão passear ao bosque e encontram-se com o rei. Eles levavam um fato muito bonito. O Passarinho Verde é que os preparava em tudo — o passarinho e o copo d’água. E então levavam um fato muito bonito, a cabeça tapada, e o rei olhou para eles e viu que realmente aquelas duas crianças eram diferentes de [quaisquer] outras e lá as levou. Vinha então com um bonito trem, um coche muito bonito com dois cavalos; vinha um criado e o rei à espera das crianças. Montaram-se e lá foram, [o rei] levou os miúdos.

Os miúdos já sabiam que ele era rei e que era o pai deles porque o passarinho tinha-lhes dito tudo. Chegaram lá a casa e assim aconteceu, ao subir as escadas o rei disse:

— Vocês vão cuspir para cima dessa mulher!

E eles disseram ao rei que não, não iam p’ra a mesa sem levar aquela mulher. E o rei disse:

— Ai, mas isso não pode ser!!! Esta mulher está aqui debaixo da terra há muitos anos! Já há nove, dez anos. Não pode ser, não isso cheira muito mal.

— Ah não, mas nós não vamos para a mesa sem ela — disseram os miúdos.

Bem, o rei pronto, perante aquela insistência das crianças, ele mandou desenterrar a mulher. E a mulher não estava podre e foi para cima, eles levaram-na e foram para a mesa.

Ao chegar à mesa, os miúdos tiraram o barrete da cabeça e o rei viu aquelas duas crianças com a estrela de ouro na testa. Tiraram o passarinho da algibeira e puseram o passarinho na mesa. O passarinho começa a falar, a falar e conta tudo: que aquela mulher era a mãe deles e que quem tinha feito tudo aquilo tinha sido as duas irmãs por ciúmes, que era p’ra depois uma delas casar com o rei.

O rei ficou muito admirado com uma coisa daquelas. Estava muito longe daquilo. E claro disse tudo, o passarinho disse que aqueles meninos eram filhos daquele casal: daquela senhora que estava enterrada e do rei.

O rei foi à rua, mandou chamar um criado e disse:

— Bom, vocês vão fazer uma coisa: vão a esse cavalo bravo que eu tenho aí na cavalariça, vão trazê-lo e vão-me amarrar estas duas mulheres ao rabo do cavalo e depois soltem-no, deixem-no ir.

E assim foi. Ora as duas mulheres, as duas tias, que portanto eram as tias do miúdo, foram atadas ao rabo do cavalo com uma corda. O cavalo era bravo, deu em fugir e elas partiram-se todas. Batiam por aquelas pedras, encalharam aqui e além, enfim, morreram que foi o quê! E o menino e a menina ficaram a viver com o pai e a mãe. E acabou-se a história. (Risos).

 

Colectora: Fernanda Sancho 1996, Faro; informante: Maria do Rosário Andrade Sancho

Classificação: AaTh 707, Os Três Filhos de Ouro

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